Exemplo de academia ecologicamente correta

Na academia também funcionam uma agência de mergulho, uma loja de produtos

esportivos e uma lanchonete natural.

Uma academia de ginástica diferente: os móveis são de madeira de

reflorestamento, a coleta de lixo é seletiva e parte da água usada na academia vem

da chuva. O espaço é decorado com muitas plantas. A luz natural invade os

ambientes e os alunos recebem massagens depois dos treinos.

“Dá para relaxar bastante. É fundamental para o treino”, diz o aluno Roberto

Torrecillas.

O local tem mais de sete mil metros quadrados de construção, distribuídos em

quatro andares. O público-alvo é das classes A e B. O negócio se enquadra no

conceito ecologicamente correto. Para o empresário Antônio Gandra, isso quer dizer

respeito ao ser humano e aos recursos naturais.

“A proposta é utilizar as melhores tecnologias possíveis para agredir o mínimo

possível a natureza”, explica Antônio.

Segundo o empresário, o investimento inicial neste tipo de academia é 5% maior

do que numa empresa tradicional. Mas compensa porque os gastos fixos diminuem.

Um exemplo está no investimento de R$ 60 mil no sistema de captação de água de

chuva. Com isso, ele tem de graça 30 mil litros de água por mês, que é utilizada

nos banheiros da academia.

A economia com energia elétrica é ainda maior. Na academia, as piscinas são

aquecidas pela energia solar. Além disso, existem mais vidros do que paredes de

concreto, para aproveitar o máximo da iluminação natural, até pelo teto. O

resultado está na conta de luz - 15% menor do que numa academia tradicional.

Para amortizar custos, outra dica é alugar espaços para pequenos negócios, que

também valorizam a natureza. No local funciona uma agência de mergulho, uma

loja de produtos esportivos e uma lanchonete natural.

“Na correria do dia-a-dia dos cidadãos urbanos, a pessoa vem aqui, treina, come no

restaurante e já sai alimentado. No mergulho, por exemplo, enquanto ele treina,

pode ter o seu carro lavado. É uma conveniência muito importante”, explica

Antônio.

"As vantagens são em todos os sentidos. Com relação à economia, representa 8%

dos custos fixos. Além disso, gera várias prestações de serviço para nossos

clientes, várias conveniências e também traz mais clientes para dentro da

academia”, complementa o empresário.

Para o consultor Antônio Araújo, já começou a corrida para preservar os recursos

naturais e conquistar o consumidor. O consultor garante que oportunidades de

negócio no setor são variadas.

“Você tem as fábricas de equipamento de aquecimento solar, você tem as pequenas

empresas que fazem as tubulações para reuso da água. Então, você está movimentando

toda uma cadeia. E pequenos empresários podem participar, ainda que não numa escala

desse porte, mas participando como fornecedor para que empreendimentos desse porte

consigam ser criados”, comenta o consultor.

O empresário Antônio Gandra já conta as vantagens de ter saído na frente. Em um ano

de existência, a academia tem 1,8 mil alunos, bem mais do que ele esperava.

“Para uma empresa que não tem uma marca, ainda está construindo uma marca é um

sucesso que a gente considera absurdo. E acreditamos que essa questão do nosso

posicionamento também contribui bastante para isso”, comemora Antônio Gandra.

“Eu não estava nem pensando que existia uma academia desse tipo. Mas, depois que vi,

achei bem legal”, diz Monique Pereira.

"A gente percebe também, cada vez mais mais forte, essa cultura. As pessoas têm a

sensação muito boa de sentirem que elas estão participando disso e que elas são

responsáveis por essa conquista. Então, a gente percebe que a escolha do público

acontece aqui”, finaliza o empresário.

“Os grandes problemas que temos hoje são por falta de respeito à natureza. Então, todos

nós devemos fazer o máximo possível com relação às essas questões ambientais”,

acredita Mauricio Peres.

“A academia trabalha por uma causa, que é ajudar o meio ambiente. Então, você sente

que faz parte dela”, fala cliente Ricardo Patriota.

REVISTA

A revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios, publicada em abril de 2007, traz

uma reportagem especial sobre negócios ecologicamente corretos. Para obter mais

informações, acesse o site http://empresas.globo.com.

 

Data: 12/02/2010
 
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